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Paixão sem limites ! Somos loucos por cavalos !

domingo, 9 de maio de 2010

Mangalarga Marchador

O Mangalarga Marchador é uma raça de cavalos cuja origem remonta à coudelaria Alter Real, que chegou ao Brasil por meio de nobres da Corte portuguesa e, após, cruzada com cavalos de lida, em sua maioria de raças ibéricas (bérberes), que aqui chegaram na época da Colonização do Brasil.

Segundo a tradição, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) ganhou de D. João VI, um garanhão da raça alter Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando este garanhão da raça Alter com éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas onde hoje é o município de Cruzília. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que acreditamos foi denominado Sublime pelo seu andar macio.
Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso em Paty do Alferes, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Império - principalmente o porte e o andamento - e foram apelidados de cavalos Mangalarga numa alusão à fazenda de onde vinham.
O cavalo Mangalarga Marchador, diferentemente de outras raças nacionais, possui inúmeras linhagens antigas e de tradição. Este fato lhe garantiu a expansão dos plantéis por todo território nacional, pois os novos criadores exerceram suas escolhas em ampla variabilidade. Assim, segundo a própria ABCCMM, reconhecemos como linhagem um grupo de animais que se mantém com as mesmas características genotípicas e pequenas variações fenotípicas. São criações que se mantiveram praticamente isoladas, desenvolvendo com objetivos claros sua seleção morfológica e funcional, fugindo ocasionalmente da consanguinidade entre suas matrizes e garanhões.
Em 1934 foi fundada a ABCCRM, Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga. Anteriormente tinha havido uma notável migração de parte da Família Junqueira para São Paulo em busca de melhores terras e riqueza. Chegando em novo solo, com topografia diferente, cultura diferente, onde a caçada ao veado era diferente, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades tendo a necessidade de um cavalo de melhor galope mais resistente por isto foi mais valorizado a marcha trotada que tem apoios bipedal de dois tempos com tempo mínimo de suspensão que cumpria as novas exigências do animal sem perder a comodidade, pois os animais de triplice apoio apesar de serem mais cômodos não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto que eram as duas maiores funcionalidades do cavalo Mangalarga no estado de São Paulo. Tanto o Mangalarga Marchador como o Mangalarga ou Mangalarga Paulista, são duas raças ibérica.
Mangalarga Paulista:  Devido à inevitável diferença que estava surgindo entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da Marcha Tríplice Apoiada.
O tempo passou e a ABCCMM é hoje a maior associação de equinos da América Latina, com mais de 250.000 animais registrados e mais de 20.000 sócios registrados, com cerca de três mil ativos. Durante o período de meados de 70 ao final da década de 1990 o Marchador teve uma ascensão astronômica no segmento da equinocultura, batendo recordes de animais expostos, registrados, e de preços em leilões oficiais.

Aparência geral

Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil.

Altura
Para machos a ideal é de 1,52 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47 m e a máxima de 1,57 m.
Para fêmeas a ideal é de 1,46 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,40 m e a máxima de 1,54 m.

Cabeça
Cabeça e pescoço padrão da raça.Forma: triangular, bem delineada, média e harmoniosa, fronte larga e plana;

Perfil: retilíneo na fronte e de retilíneo a sub-côncavo no chanfro;

Olhos: afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis;

Orelhas: médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro;

Garganta: larga e bem definida;

Boca: de abertura média, lábios finos, móveis e firmes;

Narinas: grandes, bem abertas e flexíveis;

Ganachas: afastadas e descarnadas.

Pescoço
De forma piramidal, leve em sua aparência geral, proporcional, oblíquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal - como expressão de caráter sexual secundário - crinas ralas, finas e sedosas.

Tronco
Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;

Peito : profundo, largo, musculoso e não saliente;

Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;

Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;

Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;

Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;

Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente e de altura não superior à da cernelha;

Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.

Membros Anteriores - Morfologia do padrão da raça.
Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculadas, bem implantadas, apresentando amplitude de movimentos;

Braços: longos, musculosos, bem articulados e oblíquos;

Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;

Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;

Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;

Boletos: definidos e bem articulados;

Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;

Cascos: médios, sólidos, escuros ou claros e arredondados.

Aprumos: corretos.

Membros posteriores

Coxas: musculosas e bem inseridas;

Pernas: fortes, longas, bem articuladas e aprumadas;

Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;

Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;

Boletos: definidos e bem articulados;

Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;

Cascos: médios, escuros e arredondados;

Aprumos: corretos.

Ação
Passo: andamento marchado, simétrico, de baixa velocidade, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por tempo de tríplice apoio.
Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada; equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais pouco maiores que laterais; suave movimento de báscula com o pescoço; boa flexibilidade de articulações.

Galope: andamento saltado, de velocidade média, assimétrico, a quatro tempos, cuja sequência de apoios se inicia com um posterior, seguido do bípede diagonal colateral e se completa com o anterior oposto.

Características ideais: regular, justo, com boa impulsão, equilibrado, com nítido tempo de suspensão, discreto movimento de báscula com o pescoço, boa flexibilidade de articulações.

Andamento
ApoioMarcha: andamento marchado, simétrico, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tríplice apoio.
Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada ou ultrapegada, equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais maiores que laterais, movimento discreto de anteriores, descrevendo semicírculo visto de perfil, boa flexibilidade de articulações.
Expressão e caracterização
O que exprime e caracteriza a raça em sua cabeça, aparência geral e conformação

Diferença entre as Raças

A diferença entre as raças do Mangalarga Marchador e o Mangalarga começaram a surgir na segunda metade do século XIX quando os primeiros animais foram levados para o Estado de São Paulo e lá tiveram que se adaptar a uma nova topografia de campos cerrados, em vez da topografia acidentada do Sul de Minas. A topografia paulista influenciou não só a rotina de trabalho nas fazendas (lida com o gado) mas também o esporte, nomeadamente a caça do veado.
Os criadores paulistas começaram a desenvolver animais com uma estatura mais elevada para facilitar a cavalgada através do cerrado e, ao mesmo tempo, animais que respondesse com um arranque fácil e imediato durante a caça.
Vale ressaltar que em Minas também se buscava um animal voltado para a caça. Porém, em função da topografia da região, o papel do cachorro na caçada era muito mais importante do que a do cavalo. No Estado de São Paulo, entretanto, o cavalo começou a desempenhar uma função tão importante quanto a dos cachorros. Exigia-se dos animais um arranque fácil e imediato, parada brusca, além da transição natural e espontânea da marcha para o galope.
O trabalho de seleção e aprimoramento funcional volta-se, então, para desenvolver características no Mangalarga que pudessem atender esses requisitos. Cruza-se o Mangalarga com as raças Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-Árabe e American Saddle Horse.
Essa seleção funcional, no entanto, implicou na modificação da conformação. Conseqüentemente, numa diferenciação cada vez maior do Mangalarga Mineiro, inclusive dando-lhe outra aparência geral.
Acredita-se que no futuro é muito provável que o Mangalarga Marchador e o Mangalarga terão em comum somente o nome e a origem.
O Mangalarga Marchador é o que se pode chamar de “cavalo de fazendeiro”, pois sua marcha é bastante confortável e não cansa o cavaleiro, tornando-o ideal para percorrer a fazenda e realizar viagens por caminhos acidentados.

O Mangalarga Marchador era considerado apenas uma variedade da raça, distinguindo-se particularmente pelo seu andamento característico que denomina “marcha avante, batida ou picada”, tão regular quanto possível, constituindo desclassificação o trote, a marcha trotada e a andadura propriamente dita. O Mangalarga Marchador tem dificuldade em galopar.
O andamento genuíno do Mangalarga Marchador é acompanhado de outras importantes características:

Temperamento
Ativo e dócil, pode ser montado por pessoas de qualquer faixa etária e nível de equitação.


Resistência
Grande capacidade para percorrer longas distâncias e enfrentar desafios naturais.

Inteligência
Seu adestramento é fácil e rápido em relação a outras raças de sela.

Rusticidade
Pode ser criado somente em regime de pasto, diminuindo seu custo de produção e manutenção, facilitando seu manejo. A rusticidade é observada também na facilidade de adaptação a quaisquer terrenos e climas como o tropical, temperado ou frio.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Puro Sangue Inglês

A raça Puro-Sangue Inglês (Puro Sangue de Corrida) foi formada ou estabelecida na Inglaterra, por volta de 1730, durante o reinado de Charles II.

Teve como base alguns garanhões Árabes ou Berberiscos, destacando-se entre eles Darley Arabian, Birley Turk e Godolphin Bart, que foram cruzados com éguas nativas das ilhas Britânicas, já impregnadas de sangue árabe como resultado da entrada de animais destas raças, vindos em invasões anteriores.
Foram fundamentalmente importantes, 30 éguas denominadas Royal Brood Mares, selecionadas meticulosamente e pertencentes, como diz seu nome, ao Haras Real.
Sem dúvida alguma, o meticuloso espírito inglês foi fundamental na anotação e observação dos primeiros animais produzidos e graças a isto, foi efetuada rigorosa e objetiva seleção nos primórdios da raça.
Remonta a 1704 os primeiros produtos registrados e constantes do Stud Book Inglês (General Stud Book).
Foi esta raça selecionada evidentemente com o objetivo de disputar corridas as quais eram naquela época, de longas distâncias, se comparadas com as atuais.
A rigorosa seleção anteriormente citada e a ginástica funcional naturalmente advinda das competições e das preparações, para elas, fizeram do Puro-Sangue Inglês um animal extremamente bem desenvolvido no sentido de uma poderosa estrutura óssea e muscular, aliadas a uma grande agilidade e saúde geral.
Fixando-se durante cerca de 270 anos estas características com objetivos fundamentalmente funcionais, é hoje o Puro-Sangue Inglês, um animal de características absolutamente definidas, podendo ser considerado zootecnicamente como raça pura.
Mercê de suas qualidades de destreza e vigor, de sua perfeição física e de grande precocidade, tem o Puro-Sangue Inglês desempenhado em todo mundo o papel de um melhorador de raças fisicamente inferiores, produzindo excelentes mestiços para esporte, tração leve e em determinada época, excelentes cavalos para fins militares, inclusive combate.
Para ser aceito como puro, deve o Puro-Sangue Inglês apresentar oito gerações de animais puros registrados no Stud Book Oficiais.
O registro, o pedigree e o certificado de origem emitido por um Stud Book são documentos aceitáveis e reconhecidos em todo mundo, o que dá a esta raça uma condição de pureza e reconhecimento universal.
No entanto, a raça que agora conhecemos foi um cruzamento intencional de raças, feito com o único propósito de se obter uma raça de bons cavalos de corrida.

E estamos realmente perante um velocista puro.
Esta raça pode ter-se desenvolvido a partir de um cavalo autóctone, que não sofreu quaisquer alterações, dado o seu isolamento nas ilhas britânicas até ao sec. XVII.
Muitas das raças europeias foram cruzadas com espécies nórdicas, de cavalos mais pesados e muito robustos, mas mais lentos.
Como este cavalo autóctone não o foi, manteve as suas características, sendo mais tarde cruzado com o Árabe e com raças orientais muito ágeis, sendo o resultado o que hoje conhecemos como puro sangue inglês.
O Puro Sangue Inglês conquistou o mundo graças à sua velocidade e resistência, sendo usado em corridas pelos quatro cantos do planeta, onde continua a manter o domínio.
Além de velocista, este cavalo é um bom saltador de obstáculos e um bom cavalo de sela para passeio.
As características desta raça passam ainda pelo seu ar altivo, como se dominasse sempre qualquer situação, e pela coragem que demonstra quando lhe aparecem obstáculos pela frente.
O PSI pode atingir os 500 kg e 1,65m de altura
As cores mais comuns são várias tonalidades de castanho
Temperamento

Tendo sangue quente, o PSI é extremamente corajoso e incansável. Por vezes nervosos, estes cavalos são excitáveis e não são de fácil trato. Como verdadeiras máquinas de corrida, são velozes e atléticos.

Descrição
Com uma estatura alta e membros longos e musculosos, o Puro Sangue Inglês tem um porte distinto e atlético. A cabeça destes cavalos é bem delineada, com olhos grandes e vivos, narinas recortadas e orelhas médias. A pele é fina e o pêlo sedoso. O peito é estreito e os joelhos são baixos.

Utilização
O Puro Sangue Inglês é sobretudo usado em corridas planas, salto e concurso completo de equitação. Mas também é utilizado em lazer.

Pelagem
Todas as cores básicas são aceitáveis, sendo o castanho a mais comum.

Influências
A maior influência neste cavalo é sem dúvida a árabe. Contudo há quem defenda também a existência de sangue berbere.

O Puro Sangue Inglês já foi utilizado no aperfeiçoamento de diversas raças mundiais.



PADRÃO DA RAÇA

Peso de 400 a 500 Kg.
Estatura de 155 a 173 cm ­(160 em média).

Pelagem - as cores predominantes da pelagem são o castanho queimado, o alazão, o castanho simples, o tordilho e o negro, na ordem decrescente. A pele é fina e sensível, deixando ver o sistema vascular subcutâneo. Os pêlos são ralos, sedosos e finos, e as crinas, também finas, escassas e brilhantes.

Cabeça - pequena, larga, seca, expressiva, de perfil direito, ligeiramente ondulado, levemente convexo nos garanhões e côncavo nas éguas. A fronte é plana e larga e a face estreita. As orelhas são proporcionadas ou sejam, médias, delgadas, afiladas, móveis e implantadas baixo. Os olhos são grandes, vivos e proeminentes. As narinas são largas, finas, dilatadas, rosadas e úmidas internamente. Os maxilares afastados, musculosos, revelando energia e a garganta é leve e limpa.

Pescoço comprido, direito, piramidal e bem ligado ao tronco.

Corpo - o corpo do PSI apresenta grande variabilidade de formas de maneira que não é fácil reconhecê-lo, o que, aliás, sucede com outras raças de cavalo de origem semelhante. Só o registro do "Stud Book" pode atestar sua pureza. O corpo é longo. A cernelha é alta, seca e longa. O dorso é comprido, largo, direito e musculosos. A garupa é comprida, poderosa, não muito larga, horizontal, porém há bons corredores de garupa inclinada. As ancas são bem musculosas. A cauda é fina, alta, acompanhando a linha da garupa e balança-se durante a marcha. O peito é um pouco estreito, ainda que musculoso. O tórax é alto e profundo, com as costelas um pouco arcadas, às vezes estreitas, dando costado plano. Flanco curto, e ventre cilíndrico, pouco desenvolvido, ou esgalgado no cavalo em exercício.

Membros - os membros são alongados e finos, revelando adaptação à velocidade. Os quartos traseiros são compridos. As espáduas são longas, bem oblíquas e secas. O braço é musculoso, relativamente curto e o antebraço muito longo. O joelho é forte e largo na frente. O fêmur é longo e direito, com a sôldra baixa e um pouco para fora. As coxas e as patas são compridas. Os jarretes são altos e direitos. Os tendões são muito fortes e assinalados, e as articulações largas e incisivas. As quartelas são longas e medianamente inclinadas e os cascos médios e duros.

CARACTERÍSTICAS
O cavalo Inglês é especializado na alta velocidade, alcançando 15 a 18 metros por segundo, porém o que ganha em velocidade, perde em resistência.
Distinguem-se dele dois tipos: o "Flyer", para carreiras curtas de 800 a 2.000 m, de espáduas mais verticais e garupa mais caída, muito nervoso e mais veloz, e o "Stayer", para corridas mais longas, de 3.000 a 4.000m, mais forte, de paletas mais oblíquas, garupa horizontal, de ângulos mais abertos, menores e mais elegantes. É capaz de saltar até 2,5 m de altura e 7,5 m de vão. Geralmente corre de 1 a 3 anos, depois, ou se inutiliza ou é levado para a reprodução ou outra utilização, segundo o sexo e qualidades. Seu temperamento é extremamente nervoso. Costuma ter boca dura, gênio ruim, sendo difícil de conduzir. Goza de boa reputação como reprodutor, sendo utilizado em quase todos os países para a produção de "meio-sangue" para fins militares e esportivos, escolhendo-se para isso os reprodutores mais reforçados e harmônicos, que, em geral, não alcançam bom êxito nas corridas. Contribuiu para o melhoramento e
formação de numerosas raças, com as quais revela traços de semelhança: Pantaneiro, Quarto-de-Milha, Trakchner, Normando, etc. Em nosso país tem sido recomendado, sobretudo para a produção de cavalos do exército. Seus "meio-sangue" são também utilizados para fins desportivos, principalmente na equitação.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Appaloosa

Domados ou Selvagens, os cavalos palouses coloriam as pradarias em galopes de liberdade ou montados pelos guerreiros indígenas que orquestravam o tropel com repetidos brados.


Não por acaso que a imagem mundialmente se perpetuou da Raça Appaloosa é a do cavalo de indíos.
Nas ancas, dorso e cernelha o pincel da criação salpicou cores diferentes, distribuiu pintas escuras sobre a pelagem básica, algumas vezes carregou mais o pincel nas ancas em formato de mantas... As pelagens negra, alazã, castanha, zaina, baia, palomina, tordilha e rosilha ganharam composições como em nenhuma outra raça da espécie eqüina. Formada a partir dos cavalos introduzidos pelos colonizadores europeus na América, estes animais de plástica inigualável corriam soltos pela bacia do rio Colúmbia e seus afluentes onde foram capturados e domesticados pelos Nez Perce, índios guerreiros que habitavam o vale do rio Palouse, uma região dominada pelos colonizadores franceses. Os Nez Perce domavam os cavalos pintados, usando-os como meio de transporte, montaria de caça e como instrumento de guerra nas constantes batalhas com os brancos.
Ágeis, rústicos, velozes e resistentes, os cavalos pintados dos Nez Perce atraíam a atenção dos colonizadores, atribuindo-se aos franceses o nome que estes animais receberam, La Palouse, numa referência ao rio de mesmo nome, situado, hoje, no Estado do Oregon. Excepcionais para cavalgadas de longas distâncias e na travessia de regiões íngremes e áridas, o cavalo dos Nez Perce foram submetidos a uma rigorosa seleção baseada na resistência, coragem e pelagem pintada. Os indivíduos que não acentuavam estas características eram castrados - para não serem utilizados na reprodução - e utilizados apenas como animal de montaria.
A técnica de seleção, adotada há mais de 100 anos, acabou garantindo a preservação das principais características destes animais, em especial sua variada e exótica pelagem. Apesar de a autoria da primeira seleção da raça na América ser atribuída aos Nez Perce, historiadores acreditam que a origem de cavalos com a pelagem típica do moderno Appaloosa é ainda mais antiga. Pinturas rupestres encontradas na Espanha e nas famosas cavernas de Lascaux, na França, desenhadas 18 mil anos antes de Cristo, revelam figuras de cavalos com características semelhantes as do Appaloosa. Outros registros de cavalos pintados foram encontrados em pinturas chinesas datadas de 5.000 anos a.C. e em cavalos selecionados na antiga Pérsia há 1.600 anos.

Das batalhas a preservação

Na medida em que os colonizadores foram estabelecendo seus ranchos e implantando a pecuária no Oeste americano, a aptura de cavalos selvagens para utilização na lida se transformou em fator de sobrevivência.
Cobiçados pelo homem branco, os La Palouse passaram a ser motivo de disputas constantes, notadamente quando foram estabelecidas as rotas comerciais entre o Sul e o Norte, necessitando-se percorrer grandes distâncias a cavalo. Surgiam as batalhas e a vida indígena começou a sofrer grandes alterações. Em 1877, num histórico confronto entre os Nez Perce e a cavalaria americana, os La Palouse serviram de montaria de um povo inteiro numa rota de fuga que percorreu mais de dois mil quilômetros. Quando os Nez Perce se renderam em Montana - Estado americano na fronteira com o Canadá -, os cavalos que sobreviveram aos ataques foram distribuídos entre os soldados, deixados para trás ou simplesmente dispersos.
Crescia a decadência das nações indígenas, e sua reclusão em reservas a partir do início do século XX provocou a quase extinção da população eqüina, especialmente destes cavalos pintados. Espalhados pelo vasto território americano, os animais sobreviventes enfrentaram, ainda, o advento da motorização agrícola e a ramificação das ferrovias. Salvo exceções, o cavalo nos Estados Unidos foi colocado em segundo plano.
No entanto, na busca de resgatar os áureos tempos dos La Palouse e a cultura que a ele era atribuída, apaixonados por estes animais - rancheiros, criadores, descendentes dos Nez Perce e leigos - do Estado de Idaho fundaram, na década de 30, o Appaloosa Horse Club - APHC, entidade que se tinha por objetivo maior preservar a história da Raça e garantir seu desenvolvimento. Dentre estes objetivos estava a utilização do cavalo no esporte e lazer, práticas que começaram a crescer na medida em que a mecanização invadiu a zona rural. Criadores, rancheiros, profissionais do cavalo, esportistas, entidades governamentais se envolveram no movimento. Esta nova realidade foi fundamental para o renascimento do Appaloosa. Buscava-se a seleção de animais fortes, ágeis, corajosos, mas que também que tivessem nos genes a capacidade de transmissão da pelagem exótica típica da Raça. No programa de seleção estabelecido a partir dos anos 30, foram feitas infusões de sangue de cavalos das Raças Árabe, Puro-Sangue-Inglês e, predominantemente do Quarto de Milha.
Destes cruzamentos nasceu, no conceito dos americanos, um tipo de cavalo com características únicas como a pelagem pintada, os cascos rajados, a pele malhada e a esclerótica branca, ou seja, aquela membrana que reveste o globo ocular. Nas décadas seguintes os Appaloosas começaram a desenvolver aptidões para diferentes provas eqüestres, notadamente as chamadas western como Apartação, Rédeas, Laço de Bezerro, Laço em Dupla baseadas na lida dos ranchos, além de Baliza, Tambor, etc. As habilidades do Appaloosa como cavalo funcional e de esporte passaram a ser cultivadas em eventos públicos, especialmente nos rodeios, vitrine maior das competições dos rancheiros americanos.
Resgatado da quase extinção, o Appalosa rompeu as fronteiras dos Estados Unidos a partir dos anos 50, se estabelecendo em outros países e continentes, sendo selecionado atualmente no Canadá, Venezuela, Austrália, Alemanha, Itália, Espanha, Israel e Brasil. Em nosso País chegou há quase três décadas, se expandiu a partir do Estado de São Paulo e já se consagra como o segundo maior e mais importante plantel mundial.

Caracterpisticas de um Appaloosa

DESPIGMENTAÇÃO DA PELE - A pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na Raça. Tem a aparência “mesclada”, de área pigmentada e área não pigmentada, diferente da pele cor-de-rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo. Além da área ocular, focinho, pode ser encontrada na região anal, no períneo, nos genitais e úbere das fêmeas.

ESCLERÓTICA BRANCA EVIDENTE - A área ocular que rodeia a córnea, esclerótica branca, é mais evidente que em outras Raças. Nos outros animais, a esclerótica branca é visível se ocorrer movimento do globo ocular para os lados, para cima, para baixo e se a pálpebra for levantada. Essa característica é muito peculiar no Appaloosa, desde que não esteja combinada marca grande e extensa de cara (por exemplo, frente aberta e “malacara”)


CASCOS RAJADOS - Somente o animal Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.


Aprenda a identificar as características morfológicas básicas do cavalo Appaloosa


O Cavalo Appaloosa é um animal de sela, sendo desta forma útil nos trabalhos rurais, nos trabalhos com gado e também apresenta grande habilidade em velocidade a curtas distâncias.

APARÊNCIA:- animal de porte médio, expressando resistência, agilidade e tranqüilidade. Quando não está em trabalho deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição em estaca mantém-se reunido, apoiado sobre os quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.

PELAGEM:- admite-se que o Appaloosa possa apresentar pelagem alazã, alazã tostada, baia de alazã, palomina, baia, preta, zaina, castanha, tordilha, rosilha, lobuna, podendo ter ou não variação na pelagem.

Variações na Pelagem:

LEOPARDO - Refere-se ao animal branco com manchas ou pintas da pelagem básica em todo o corpo, inclusive na cabeça, pescoço e membros.

MANTA - Área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontra-se pintas ou manchas da pelagem básica.

PINTAS OU MANCHAS - Pontos brancos geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma, podendo apresentar-se com pintas da pelagem básica.

NEVADO - Refere-se ao animal que apresenta uma mistura de pêlos brancos e pêlos da cor básica geralmente sobre área dos quartos, podendo ser até por todo o corpo. Assemelha-se a flocos de neve caídos sobre a pelagem básica, podendo apresentar pintas da pelagem básica na mesma área.

PELE - a pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na raça. Tem a aparência “mesclada”, de área pigmentada e área não pigmentada, diferente da pele cor-de-rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo. Além da área ocular, focinho, pode ser encontrada na região anal, no períneo, nos genitais e úbere das fêmeas.

ANDAMENTO:- harmonioso em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.

ALTURA:- São animais cuja altura média é de 1,50 m.

PESO:- 500 kg, em média.

CABEÇA:- pequena e leve, com fronte ampla e de perfil retilíneo. As faces, também denominadas ganachas, são cheias, grandes e muito musculosas. Vistas de lado são chatas, discretamente convexas e abertas de dentro para fora quando vistas de frente, o que proporciona serem bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas. Em posição normal, a cabeça deve ligar-se ao pescoço em ângulo de 45°.

ORELHAS:- pequenas, alertas, bem distanciadas entre si, e com boa movimentação.

OLHOS:- grandes e devido ao fato da fronte ser ampla, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para traz, ao mesmo tempo, com o mesmo olho. A área ocular que rodeia a córnea, esclerótica branca, é mais evidente que em outras Raças. Nos outros animais, a esclerótica branca é visível se ocorrer movimento do globo ocular para os lados, para cima, para baixo e se a pálpebra for levantada. Essa característica é muito peculiar no Appaloosa, desde que não esteja combinada marca grande e extensa de cara (por exemplo, frente aberta e “malacara”).

NARINAS:- grandes.

BOCA:- pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.

FOCINHO:- pequeno.

GARGANTA:- estreita, permitindo grande obediência às rédeas.

PESCOÇO:- comprimento médio e de forma piramidal, sem desvios de bordos, seja inferiores ou superiores. Deve-se inserir-se no tronco em ângulo de 45° , porém, bem destacado do mesmo. Somente a junção entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual. A musculatura é bem pronunciada, tanto visto de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Appaloosa, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo assim usá-la melhor, e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.

TRONCO:- da cernelha ao lombo, deve ser curto e bem musculado, não “selado” especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 50 a 80° da garupa a base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

CERNELHA:- bem definida, de altura e espessura média.

DORSO:- bem musculado, ao lado das vértebras e, visto de perfil, com discreta inclinação de traz para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.

LOMBO:- curto, com musculatura acentuadamente forte.

GARUPA:- longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa corpórea (engajamento natural).

PEITO:- profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de “V” invertido, devido a desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.

TÓRAX:- amplo, com costelas largas, próximas, inclinada e elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.

MEMBROS ANTERIORES

ESPÁDUA:- deve ter ângulo de aproximadamente 45° , denotando equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.

BRAÇOS:- musculosos, interna e externamente.

ANTEBRAÇOS:- o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de “V” invertido, dando ao cavalo aparência atlética e saudável. Externamente a musculatura do antebraço também é pronunciada, o comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.

JOELHOS:- vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.

CANELAS:- não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente igualmente sem desvios.

QUARTELAS:- de comprimento médio, formato aproximadamente semi circular com talões bem afastados, sem desvios.

CASCOS:- de tamanho médio, formato aproximadamente semi circular, com talões bem afastados, sem desvios. Somente o animal Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.


MEMBROS POSTERIORES

COXAS:- longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

SOLDRA:- recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.

PERNAS:- muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna quanto externamente.

JARRETES:- baixos. Por traz, são largos, limpos aprumados; de perfil, largos, poderosos estendendo-se em reta até os boletos.

CANELAS:- mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas, são convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo ao solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

QUARTELAS:- discretamente mais fortes que as anteriores, porém com a mesma inclinação.

CASCOS:- menores que os anteriores, oblongos. Somente o animal Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.

CAUDA:- medianamente inserida, elegante com pêlos grossos. Podem, por ventura, apresentar-se mais ralas que as outras Raças.

Obviamente, toda a estrutura, o arranjo, bem como o desenvolvimento ósseo e muscular do animal devem ser levados em consideração. Ainda assim, atenção especial deve ser dada ao trem posterior, uma vez que dele dependem basicamente os atributos peculiares do Appaloosa:- partida rápida, velocidade, paradas curtas e voltas rápidas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Crioulo

O Cavalo Crioulo


O cavalo crioulo da América Latina é o descente direto dos cavalos importados do Novo Mundo, desde Cristóvão Colombo, pelos conquistadores espanhóis durante o século XVI, mais particularmente por Don Pedro de Mendoza, fundador da Vila de Buenos Aires em 1535.
Um grande número destes cavalos de guerra fugiu ou foram abandonados para se tornarem, rapidamente, em cavalos selvagens, num ambiente ideal para o seu desenvolvimento. São os cavalos espanhóis (particularmente os Andalusos), portugueses e árabes que transmitiram seu sangue e suas principais características morfológicas da raça crioula.
Durante quatro séculos, a raça crioula se adaptara ao meio ambiente das grandes planícies sul americanas para sofrer uma severa seleção natural. Esta adaptação às condições de vida do meio ambiente, permitiu o desenvolvimento de sua grande qualidade, a resistência às enfermidades e a sobrevivência.
No início os índios, mais tarde os gaúchos, fizeram do crioulo o seu meio de transporte, seu companheiro de caça ou de trabalho e seu camarada de lazer. Desde então, o crioulo passou a ser o cavalo do gaúcho para o seu trabalho e o seu sustento.
Sua resistência fez o orgulho dos criadores que organizavam provas com distâncias de 750 quilometros, que tinham que ser percorridas em quatorze dias. Os cavalos eram pesadamente carregados (110 quilos para o ginete e sua sela) e tinham que alimentar-se unicamente com o pasto encontrado na região percorrida. O animal vencedor era aquele que terminava a prova sem ter sido parado pelos juízes ou veterinários, ter levemente emagrecido, porém ter permanecido fogoso como no dia da partida.
No final do século XIX, a introdução de machos europeus ou da América do Norte degenerou a raça. Uma seleção rigorosa, feita por alguns criadores apaixonados, permitiu a reconstituição da raça que foi admitida no “stud-book” argentino, em 1918.
Hoje, em quase todos os países da América do Sul, as raças descentes do crioulo são criadas e protegidas.


Características da Raça

Caráter: É um animal compacto, robusto e inteligente. Apresenta a cabeca curta e larga, afilando-se em forma de cone, focinho saliente, face reta com olhos expressivos afastados lateralmente, orelhas curtas empinadas. O pescoço é musculoso, inserido em espáduas fortes e profundas, com peito largo. O dorso é curto, com costelas bastante elásticas e lombo bastante poderoso. A garupa é arredondada e musculosa. As pernas são curtas, com ossatura excedente, quartelas curtas, com patas pequenas e duras.

A América do Sul produz uma das raças de cavalo mais vigorosas do mundo - o pequeno Crioulo, montaria dos gaúchos das grandes criações que se estendem na parte central do continente. Este parece, com pequenas variações na estatura e no requinte do tipo, como o Crioulo da Argentina e do Uruguai, o Crioulo do Brasil, os tipos Costeño e Morochuco do Peru, o Caballo Chileno do Chile e o Llanero da Venezuela. Embora alguns destes tipos sejam atualmente bastante diferenciados do tipo Crioulo básico, todos descendem da mesma criação espanhola importada pelos conquistadores do sécu8lo XVI. Os requintes da raça são devidos às variações de temperatura e da qualidade das pastagens, por serem criados nas colinas ou nas planícies e pela criação seletiva visando a qualidades particulares de acordo com as exigências locais.
O Sangue básico vem do Andaluz, do Berbere e do Árabe. Seu porte pequeno e seu vigor são devidos a
uma rigorosa seleção natural de aproximadamente 300 anos, em cujo período rebanhos de Crioulos se tornaram selvagens ou semi-selvagens nas planícies. Muitos afirmam que a curiosa distribuição de cores ruiva e do tipo baio, exclusiva do Crioulo, evoluiu como uma colocaração que serve de proteção natural.
Especialmente na Argentina, o povo tem grande orgulho da resistência do Crioulo, e são mantidos testes de resistência para selecionar os melhores para a procriação. Uma prova anual é realizada pelos criadores, na qual os cavalos devem cobrir uma distância de 752 km em quinze dias, carregando uma carga de 110 kg, sem nada para comer ou beber, exceto aqueles alimentos que eles mesmos possam encontrar pelo caminho durante o descanso.

PADRÃO DA RAÇA

1. CABEÇA
PERFIL: sub-convexo; retilíneo; sub-côncavo
COMPRIMENTO: curta
GANACHA: delineada; forte e moderadamente afastada
LARGURA: Fronte – larga e bem desenvolvida
                    Chanfro - largo e curto
ORELHAS: afastadas; curtas; bem inseridas; com mobilidade
OLHOS: proeminência; vivacidade

2. PESCOÇO
INSERÇÕES:  Cabeça – limpa e resistente;
                         Tórax – rigorosamente apoiada no peito
BORDO SUPERIOR: sub-convexo; crinas grossas e abundantes
BORDO INFERIOR: retilíneo
LARGURA: amplo; forte; musculoso
COMPRIMENTO: mediano

3. LINHA SUPERIOR
CERNELHA: destaque moderado; musculosa
DORSO: mediano; musculoso; bem unido a cernelha e ao lombo
LOMBO: musculoso; unindo suavemente o dorso e a garupa
GARUPA: moderadamente larga e comprida; levemente inclinada proporcionando boa descida muscular para os posteriores
COLA: com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha superior da garupa. Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes.

4. TÓRAX, VENTRE E FLANCO
PEITO: amplo; largo; profundo; encontros bem separados e musculosos
PALETAS: inclinação mediana; comprimento mediano; musculosas, caracterizando encontros bem separados
COSTELAS: arqueadas e profundas
VENTRE: sub–convexo, com razoável volume; perfeitamente unido ao tórax e flanco
FLANCO: curto; cheio; unindo harmonicamente o ventre ao posterior

5. MEMBROS ANTERIORES E POSTERIORES
BRAÇOS E COTOVELOS: musculosos; braços inclinados; com cotovelos afastados do tórax
ANTEBRAÇOS: musculosos; aprumados; afinando-se até o joelho
JOELHOS: fortes, nítidos, no eixo
CANELAS: curtas, com tendões fortes e definidos; aprumadas
BOLETOS: secos, arredondados, fortes e nítidos; machinhos na parte posterior
QUARTELAS: de comprimento médio; fortes, espessas, nítidas e medianamente inclinadas
CASCOS: de volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos, aprumados e medianamente inclinados. De preferência, pretos
QUARTOS: musculosos, com nádegas profundas. Pernas moderadamente amplas e, musculosas interna e externamente
GARRÕES: amplos, fortes, secos. Paralelos ao plano mediano do corpo, com ângulo anterior medianamente aberto

Peso oscilará entre 400 (quatrocentos) e 450 (quatrocentos e cinquenta) quilos.

Pelagem
Confira algumas especificações de pelagens:

Baia
É a pelagem creme amarelada, com brilho e muitos matizes diferentes sobre a original. Se diz que tem a cor do trigo maduro.

Colorada
Pelagem de capa e pelos vermelhos , podendo ter um pouco de matiz amarelo e alguns pelos pretos.

Gateada
Capa com predominância do amarelo, com tonalidade mais escura que o baio. O gateado típico apresenta uma linha escura que vai da cernelha à garupa. Pelagem com muitas variações.

Lobuna
Variação do gateado, com o pigmento preto modificando a cor do pelo pardo amarelado para o cinza chumbo do lobuno. Também apresenta uma linha escura da cernelha até a cola.

Moura
Pelagem de capa preta com difusão de pelos brancos , deve ter a cabeça, patas, crinas e cola negras, mostrando sua base preta.

Oveira
Pelagem básica com manchas brancas assimétricas, espalhadas por todo o corpo do animal

Picaça
Pelagem de base preta com partes significativas de branco, isto é, mancha branca na cabeça e, no mínimo, uma das patas também branca

Preta
Pelagem toda preta, com pele e pelos pretos, podendo ter pequena estrela na cabeça.

Rosilha
Pelagem de capa avermelhada com mistura de pelos brancos, disseminados sem condensar-se em nenhuma mancha específica.

Tobiana
Qualquer pelagem que tenha manchas completamente brancas, pele e pelos brancos, de diferentes formatos e bordas bem definidas.

Tordilha
Pelagem entremeada de pelos brancos e pretos que com o passar do tempo tende a embranquecer. Diferente do mouro, tem pelos brancos na cola, patas, crinas e cabeça.

Tostada
Pelagem um pouco mais escura que a alazã, amarelo muito escuro, puxando para o vermelho, ou a cor do café torrado.Sem mistura de pelos pretos.

Zaina
Pelagem marrom avermelhada escura, ou tostada com entremeios de pelos pretos.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quarto de Milha

A Origem da Raça

A raça Quarto de Milha foi a primeira a ser desenvolvida na América. Ela surgiu nos Estados Unidos por volta do ano de 1600. Os primeiros animais que a originaram foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes espanhóis.
Os garanhões escolhidos eram cruzados com égüas que vieram da Inglaterra, em 1611. O cruzamento produziu cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça.
Com a lida no campo, na desbravação do Oeste Norte-americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e pelas estradas dos campos, perto das plantações, com distância de um quarto de milha (402 metros), originando o nome do cavalo.
Foi fundada em 15 de março de 1940 a American Quarter Horse Association (AQHA), em College Station, Texas. Em 1946, a AQHA se transferiu para Amarillo, Texas, onde se encontra até hoje, tornando-se a maior associação de criadores do mundo, com cerca de 400 mil sócios e mais de 5 milhões de cavalos registrados, divididos em 43 países, representando 52% dos eqüinos em todo o mundo (dados até 31/12/2008).

Padrão Racial
APARÊNCIA - de força e tranquilidade. Quando não trabalhando, deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição parado, mantém-se reunido, com os posteriores sob a massa, apoiando nos quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.


PELAGEM - admite-se que a pelagem do Quarto de Milha possa ser alazã, alazã tostada, baia, baia amarilha ou palomina, castanha, rosilha, tordilha, lobuna, preta e zaina. Não serão admitidos, para registro, animais pampas, pintados e brancos, em todas as suas variedades.

ANDAMENTO - harmonioso, em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.

ALTURA - são cavalos cuja altura é, em média, de 1,50 m. São robustos e muito musculados.

PESO - 500 quilogramas, em média.

CABEÇA - pequena e leve. Em posição normal, deve-se ligar ao pescoço em ângulo de 45º. Perfill anterior reto.

FACES - cheias, grandes, muito musculosas, redondas e chatas, vistas de lado; discretamente convexas e abertas de dentro para fora, vista de frente, o que proporciona ganachas bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas.

FRONTE - ampla.

ORELHAS - pequenas, alertas, bem distanciadas entre si.

OLHOS - grandes e, devido ao fato de a testa ser larga, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para trás, ao mesmo tempo, com o mesmo olho.

NARINAS - grandes.

BOCA - pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.

FOCINHO - pequeno.

PESCOÇO - comprimento médio. Deve inserir-se no tronco em ângulo de 45º porém, bem destacado do mesmo. Somente a JUNÇÃO entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual.

O BORDO INFERIOR - do pescoço é comparativamente reto e deve destacar-se nitidamente do tronco assegurando flexibilidade.

O BORDO SUPERIOR - é reto, quando o cavalo está com a cabeça na posição normal.

GARGANTA - estreita, permitindo grande obediência às rédeas.

MUSCULATURA - bem pronunciada, tanto vista de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Quarto de Milha, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo, assim, usá-la melhor e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.

TRONCO - da cernelha ao lombo deve ser curto e bem musculado: Não "selado" especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 5º a 8º da garupa à base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

CERNELHA - bem definida, de altura e espessura médias.
DORSO - bem musculado ao lado das vértebras e, visto de perfil, com muita discreta inclinação de trás para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.

LOMBO - curto, com musculatura acentuadamente forte.

GARUPA - longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa (engajamento natural).

PEITO - profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém, no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de "V" invertido, devido à desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.

TÓRAX - amplo, com costelas largas, próximas, inclinadas, elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.

Membros Anteriores

ESPÁDUA - deve ter ângulo de aproximadamente 45º , denotado, equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.

BRAÇOS - musculosos, interna e externamente.

ANTEBRAÇOS - o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de "V" invertido, dando ao cavalo a aparência atlética e saudável. Externamente, a musculatura do antebraço também é pronunciada. O comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.

JOELHOS - vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.

CANELAS - não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente, igualmente sem desvios.

QUARTELAS - de comprimento médio, limpas, em ângulo de 45º, idêntico a da espádua, e continuam pelos cascos com a mesma inclinação.

CASCOS - de tamanho médio, formato aproximadamente semi-circular, com talões bem afastados, sem desvios.
Membros Posteriores
COXAS - longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

SOLDRA - recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.

PERNAS - muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna, quanto externamente.

JARRETES - baixos. Por trás, são largos, limpos, aprumados; de perfil, largos, poderosos, estendendo-se em retaaté os boletos.

CANELAS - mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas. São convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo do solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

Regulamento e Pelagens Oficiais
O Regulamento exige que todo cruzamento entre pais alazães só pode originar produtos alazães, e um produto para ser tordilho, deve ter um de seus pais tordilho.

Nas pelagens descritas não foram considerados os membros que podem apresentar calçamentos, que são áreas de pêlos brancos, localizadas.
Assim, os calçamentos podem variar em altura e forma, aparecendo em um ou mais membros.
O padrão racial estabelecido para o Quarto de Milha permite que as áreas de pêlos brancos localizados pelo corpo não ultrapassem a 10cm² (dez centímetros quadrados).
Para os membros anteriores os calçamentos não podem ultrapassar a uma linha média imaginária traçada no joelho; para os membros posteriores a linha que limita o calçamento é traçada na altura da ponta do jarrete.
Para a cabeça os limites estabelecidos por linhas traçadas do meio da inserção da orelha até o canto da boca e na parte inferior na linha do músculo masseter (linha do cabresto).
Os animais Puros e Mestiços que apresentarem sinais zootécnicos que ultrapassarem os limites estabelecidos pelo padrão racial, serão registrados de acordo com o que rege o artigo 45

Alazão
É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade.

Alazão Tostado
É a pelagem em que a tonalidade é homogênea, semelhante à borra do café. A crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade do resto do corpo. Esta pelagem pode ser confundida com o preto o zaino quando, ao sol, apresenta reflexos para o vermelho.

Baio
Animal apresenta a pelagem de fundo preta ou alazã e tem que apresentar lista de burro ao longo do dorso, iniciando-se nas cruzes e terminando na inserção da cauda, podendo ter as extremidades e cauda da mesma cor do corpo.

Baio Amarilho
É aquela de tom creme ou amarelo ouro, apresentando a crina e a cauda obrigatoriamente brancas e os membros com a mesma tonalidade do corpo.

Castanho
O animal apresenta pelagem "avermelhada" com as extremidades pretas - crina, cauda e membros.

Cremelo
Seu pelo pode ser branco ou creme bem claro, crina e cauda brancas, pele cor-de-rosa ou rosada por todo o corpo e olhos azuis

Lobuno
É a pelagem acinzentada ou esfumaçada e que, por esse motivo, é também conhecida como pêlo de rato e deve apresentar as extremidades pretas.

Perlino
É a pelagem creme bem clara ou branca, pele rosa ou roseada, crina, cauda e extremidades normalmente tem uma tonalidade mais escura cobre ou laranja e olhos azuis

Preto
É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade.

Rosilho
É a pelagem básica castanha ou alazã, com grande infiltração de pêlos brancos pelo corpo, com incidência maior nos flancos e virilhas.
A distribuição dos pêlos pelo corpo poderá ser homogênea, mas a cabeça e as extremidades mantêm a pelagem básica alazã ou castanha.
Seu aparecimento se caracteriza póstero-anterior, ou seja, de trás para frente e também por ser observada com maior intensidade nas partes posteriores do corpo.

Tordilho
É a pelagem que apresenta a cor básica, com infiltração progressiva de pêlos brancos e de uma maneira homogênea em todo o corpo. Esta pelagem se caracteriza pelo seu aparecimento a partir do 3º ou 4º mês de idade do potro e sempre em sentido ântero-posterior, ou seja, da cabeça para o corpo, mais especificamente nos olhos, bochechas e parte interna das orelhas e, mais tarde pelo corpo todo.
A pelagem tordilha, por ser de caráter genético é dominante.
Para ser apresentada em um animal, pelo menos um de seus pais tem que ser de pelagem tordilha a diferença marcante entre a pelagem TORDILHA com a ROSILHA é que a TORDILHA tem uma distribuição homogênea de pêlos brancos, enquanto que na ROSILHA, a incidência dos pêlos brancos é maior em algumas regiões do corpo e não se apresenta na cabeça, exceção feita à determinadas áreas como estrelas, listras e manchas.
Outro detalhe deve ser lembrado com relação a pelagem tordilha: o fato de um ou ambos os pais de um produto ser tordilho não implica que o animal tenha que apresentar essa pelagem.

Zaino
É a pelagem em que pêlos pretos e castanhos se entremeiam, dando uma tonalidade geral escura, com regiões como bochechas, axilas, flancos e virilhas com tonalidade amareladas, bem mais claras que as demais partes do corpo.

Qualidade da raça


O Quarto de Milha tem extrema docilidade, conseguindo partidas rápidas, paradas bruscas, grande capacidade de mudar de direção e enorme habilidade de girar sobre si mesmo.
É adaptável a qualquer situação, transformando-se em instrumento de força, transporte e difícil de ser derrotado em provas eqüestres, além de melhorador de plantel. Considerado o cavalo mais versátil do mundo, é usado nas modalidades de Conformação, Trabalho e Corrida.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Slides!

Oi galera!
Seguinte!  A apresentação de slides de Anatomia Funcional não cabe no email, então... quem quiser, pode vir me procurar com pen drive que eu gravo pra vcs! Ok?

Beijão
Amandinha    =]

Agradecemos!

Oi gente! Boa noite!

Queríamos agradecer a presença de todos em nossa primeira reunião! Em especial a presença do professor Chico que nos acompanhou e tem nos apoiado muito!

O nosso próximo encontro será então no dia 12/05 no mesmo bat local e no mesmo bat horário haha e o tema abordado será RAÇAS E SUAS PARTICULARIDADES!

Lembrando que todos que tiverem materiais podem mandar pra gente no email do grupo e que essa semana já tem postagem nova! E em breve teremos uma grande novidade no orkut! Aguardem!!

Valeu galera!!!
Aguardamos vocês!